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O Evangelho do Reino: O Messias e o Espírito Santo

Se bem que há muitos relatos da ação do Espírito de Deus no Antigo Testamento, observa-se que Ele ainda não atuava de forma plena nas pessoas. Estava contido, e somente em raros casos era concedido a alguém, como se tal coisa fosse uma exceção e não a regra (a título de exemplo leia Números 11.14-29). Como observou mais tarde o apóstolo João, o “Espírito ainda não fora dado, porque Jesus ainda não havia sido glorificado” (João 7.39).
Os profetas, porém, anteviram um tempo em que Deus enviaria o seu Espírito aos homens (Isaías 44.3; Ezequiel 11.19; 36.26; Zacarias 12.10; Joel 2.28-32). As profecias aguardavam o tempo certo para o seu cumprimento, um “depois” na linguagem usada pelo profeta Joel, que, se corretamente interpretado, deveria ser entendido como “na era messiânica”.
O último dos profetas deste período, João Batista, afirmou que o tempo do cumprimento destas profecias ocorreria com a chegada do Messias: “Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo” (Mateus 3.11).
Antes de vermos o que os Evangelhos dizem a respeito do Espírito Santo, vamos tentar compreender qual era, ou pelo menos, qual deveria ser a compreensão do povo judeu com relação a este assunto.
É realmente difícil de afirmar que o povo relacionasse a vinda do Espírito à vinda do Messias, mesmo porque o entendimento dos judeus nestes assuntos não só divergiam das Escrituras, como também entre eles próprios.
Mas, partindo do pressuposto que tivessem compreendido corretamente o que as Escrituras dizem, eles deveria aguardar uma era nova com a vinda do Messias, e nesta o derramamento do Espírito. Pelo menos João Batista compreendeu assim, porque ele pregava o Reino de Deus, o Messias, e o batismo no Espírito Santo e no fogo como eventos simultâneos.
Há duas eras distintas descritas na Bíblia. A primeira, onde impera o caos e a injustiça, é marcada pelo fracasso humano, a queda. O homem peca, e se afasta cada vez mais de Deus, e como consequência da desobediência, passa a operar no mundo todo o tipo de mal, como enfermidades, injustiças e a morte.
A segunda, a era futura, é a era do Messias e do Espírito de Deus, e se opõe a velha ordem das coisas, revertendo a situação de fracasso. Isaías prevê um reinado messiânico pacífico e justo, onde os pobres são tratados com equidade, os mansos alcançam justiça, e a natureza vive em equilíbrio (Isaías 11.1-9).
Era esse tipo de atuação do Espírito de Deus e do Messias que os judeus piedosos deveriam aguardar.
Mas se o Messias, que é o Cristo, já veio, e o Espírito Santo foi derramado, porque então ainda vemos o mundo em trevas, como se a velha ordem das coisas ainda imperasse? O Espírito Santo atua, porém, em oposição ao mundo, e não pelo mundo.
"O mundo inteiro jaz no maligno” é a conclusão do Novo Testamento em relação a atual ordem das coisas (1ª João 5.19).
A natureza ainda sofre por causa do pecado do homem (Romanos 8.19-22).
O Reino de Deus já, mas não ainda
Jesus de fato inaugurou um novo tempo ao proclamar a chegada do Reino de Deus. Os enfermos foram curados, o sofrimento do povo foi aliviado, e até mortos forram ressuscitados.
O fato de demônios serem expulsos mostrava que o reino do príncipe deste mundo estava sendo saqueado (Lucas 11.21-22). A velha ordem, dominada pelas trevas, estava dando lugar a era do Messias e ao seu Reino.
Jesus esclarece que “se é pelo Espírito de Deus que eu expulso demônios, logo é chegado a vós o Reino de Deus” (Mateus 12.28).
Nota-se claramente nos Evangelhos que a proclamação do Reino de Deus e todo o benefício que ele traz reverte a presente situação de malignidade que reina no mundo, embora ainda não o transforme por completo.
Como explicam alguns autores, a situação paradoxal da ordem na qual vivemos é a “já, mas não ainda”. Jesus proclamou a chegada do Reino de Deus, porém a consumação desta tarefa ainda está por se cumprir. O Espírito de Deus tem sido derramado desde então, o príncipe deste mundo já está julgado, e todo o que crê é salvo. Porém ainda temos que orar “venha a nós o teu Reino” até que Deus coloque tudo no seu devido lugar.
O Reino de Deus em toda sua plenitude só será efetivamente estabelecido neste mundo na segunda vinda de Cristo. Ele já se faz presente nas vidas dos seus futuros cidadãos, a igreja, porém ainda está por se revelar em glória e poder (Mateus 25.31).
Nosso grande Rei reivindicará o que é seu por direito, e então se cumprirá o que profetizaram os profetas a respeito da vinda do Reino de Deus:
O reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos
(Apocalipse 11.15)
E foi-lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído.
(Daniel 7.14)
O Messias e o Espírito Santo
A palavra Messias tem sua origem na palavra hebraica “Mashiah” que significa “Ungido”. O Novo Testamento traduziu esta palavra para “Cristo", do grego “Cristos”. Portanto “Cristo” e “Messias” são sinônimos.
Embora todo o Antigo Testamento profetize acerca do Messias de todas as formas possíveis, isto é, por meio de profecias, símbolos e tipos, o nome Messias representando uma pessoa especial tem sua origem em Daniel 9.25: “sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o Ungido, o príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas”.
E embora ainda haja referências a muitas outras pessoas que foram ungidos por Deus, como Saul, Davi, os profetas, etc; o título de “o Ungido” é único em toda a Bíblia, e somente se aplica a pessoa de Jesus. Só Jesus pode ser chamado de Cristo ou Messias, ninguém mais.
Quando prega na casa do centurião Cornélio, Pedro nos deixa uma importante informação acerca do significado da unção de Jesus: “Jesus de Nazaré, como Deus o ungiu com o Espírito Santo e com poder; o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do Diabo, porque Deus era com ele”. Jesus foi ungido com o Espírito Santo, e foi no poder e na capacitação do Espírito que Ele fez milagres e expulsou demônios.
Aqui há uma coisa interessante, porque os Evangelhos nos dão a entender que esta unção ocorreu por ocasião do seu batismo, quando o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea de uma pomba (Mateus 3.16; Marcos 1.10; Lucas 3.22. João 1.32); embora Jesus já tivesse sido miraculosamente gerado no ventre de Maria por obra do Espírito Santo (Mateus 1.20; Lucas 1.35).
A partir do seu batismo e de sua unção como Messias é que tem início o ministério público de Jesus. Será sempre por meio do Espírito que o Messias, o Ungido de Deus, irá se revelar nos Evangelhos. A sequencia dos passos seguintes de Jesus não deixa a menor dúvida quanto a isso: “foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo” (Mateus 4.1); “então voltou Jesus para a Galiléia no poder do Espírito; e a sua fama correu por toda a circunvizinhança” (Lucas 4.14).
Em uma sinagoga em Nazaré, quando dá os primeiros passos em seu ministério, Jesus lê publicamente uma passagem extraída do livro de Isaías, que dizia:
O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e para proclamar o ano aceitável do Senhor
(Lucas 4.18-19).
A seguir ele fecha o rolo, devolve-o ao assistente, e declara a todos presentes: “esta Escritura se cumpriu aos vossos ouvidos"!
A Promessa do Espírito Santo
Acontecerá depois que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos anciãos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões;
e também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito.
E mostrarei prodígios no céu e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça.
O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor.
E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; pois no monte Sião e em Jerusalém estarão os que escaparem, como disse o Senhor, e entre os sobreviventes aqueles que o Senhor chamar.
(Joel 2.28-32)
Como já havíamos mencionado, João Batista entendeu que o tempo do cumprimento desta profecia havia chegado, e que o Messias seria o agente desta ação: “Ele vos batizará no Espírito Santo, e em fogo”.
O Evangelho de João, sobretudo, é rico em passagens neste sentido (na verdade é o Evangelho que mais fala a respeito do Espírito Santo). Quando fala aos seus discípulos acerca de sua partida, Jesus promete enviar o Espírito Santo: “e eu rogarei ao Pai, e Ele vou dará outro Ajudador, para que fique convosco para sempre” (João 14.16).
Há quatro detalhes neste versículo que considero essenciais no entendimento da obra e da pessoa do Espírito Santo.
O primeiro, é que era necessário que Jesus fosse, porque somente após a consumação de sua obra redentora é que Ele rogaria ao Pai. “convém-vos que eu vá; pois se eu não for, o Ajudador não virá a vós; mas, se eu for, vo-lo enviarei” (16.7).
O segundo é o uso da palavra “outro”. Embora o Espírito Santo seja o mesmo Deus com o Pai e com o Filho, ele se distingue em pessoa.
O terceiro é o uso da palavra “Ajudador", ou “Consolador", dependendo da tradução. A palavra grega é “paracletos", e refere-se a alguém que está junto a outra pessoa para assisti-la e representa-la. Poderia ser um advogado, por exemplo. Em sua primeira epístola, quando João diz que Jesus é o nosso “advogado” junto ao Pai, ele também usa a palavra paracletos (1ª João 2.1).
Temos, portanto, dois paracletos da parte do Pai. Assim como Jesus nos representa e intercede por nós no céu, o Espírito Santo nos representa e intercede por nós aqui na terra. Ele realiza em nós algo que nos seria completamente impossível devido a nossa total debilidade: “do mesmo modo também o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Romanos 8.26).
O quarto detalhe, é que Jesus afirmou que o Espírito Santo ficará conosco “para sempre”. É óbvio que Jesus também está conosco, assim como o Pai, mas Ele falou desta forma aos seus discípulos por causa de sua partida deste mundo. Eles não mais o veriam fisicamente, e certamente sentiriam a sua falta. O Espírito Santo preenche esta lacuna porque representa Jesus em todos os aspectos, e nos faz compreender que Jesus está presente em nossos corações.
A obra do Espírito Santo na Teologia Sistemática é um assunto bem mais amplo do que podemos tratar aqui. Neste estudo iremos nos limitar ao que Jesus ensinou sobre o Espírito no evangelho de João, e por isso não abordaremos temas importantes relacionados, como por exemplo, os dons espirituais.

O Novo Nascimento
A primeira obra que encontramos nos ensinos de Jesus refere-se ao novo nascimento, ou regeneração. Por ocasião de um encontro à noite que um personagem muito importante entre os judeus chamado Nicodemos, Jesus diz que “se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus” (João 3.5).
O novo nascimento é algo radical, porque um “homem velho” não pode tornar a entrar no ventre de sua mãe (se era isso o que Nicodemos tinha em mente). Deus não quer nada com o nosso “velho homem”.
"O vento sopra onde quer", continuou Jesus, “e ouves a sua voz”. No texto grego, “vento” e “espírito” são a mesma palavra, pneuma; dando-nos a entender que há um jogo de palavras aqui. Como o vento, não vemos o Espírito, mas podemos ouvir a sua voz e sentir sua presença. O Espírito possui ainda um lado sobrenatural, misterioso, não discernível, porque não sabemos de onde ele vem e nem para onde ele vai. Aquele que nasce de novo adquire esta qualidade – “assim é todo aquele que é nascido do Espírito” – ou seja, como resultado do novo nascimento surge um homem espiritual incompreensível aos olhos do mundo, em oposição ao velho homem carnal (o que é nascido da carne é carne).
Nicodemos fica confuso: “como pode ser isto?"
Um mestre em Israel, como toda a base nas Escrituras nas quais estava alicerçado, não podia compreender as coisas básicas do ensinamento de Jesus a respeito do Espírito de Deus. Se há um lugar onde eruditos e ignorantes se encontram, este lugar é em relação aos assuntos espirituais.


A Água Viva
O interessante com relação ao que Jesus falou sobre o Espírito são as pessoas às quais Ele dirigiu este ensino. Como vimos acima, ele fala primeiramente a Nicodemos que era um “mestre em Israel", e do qual poderíamos esperar um pouco mais.
A seguir Jesus fala do Espírito com uma mulher samaritana, cuja ignorância e desconhecimento das Escrituras beirava à heresia. Havia um grande contraste entre a mulher samaritana e Nicodemos, e não só em relação ao grau de instrução, como também na vida que levavam.
O surpreendente é que Jesus tem com esta mulher um diálogo tão ou talvez mais profundo a respeito do Espírito Santo do que o que tivera com Nicodemos.
A figura do Espírito como água viva aparece neste episodio em Samaria, e se repete em outro, um pouco mais adiante, em Jerusalém, por ocasião da festa dos tabernáculos. Na verdade estes dois eventos estão interligados, pois em ambos aparece a figura da água viva e da adoração.
No primeiro, em resposta ao questionamento da mulher se o monte ou Jerusalém eram lugares de adoração, Jesus diz que os “verdadeiros adoradores adorarão o Pai em Espírito e em Verdade”.
No segundo, no templo em Jerusalém, Jesus se levanta e oferece água viva aos adoradores.
Nos chama a atenção ainda o fato de que em nenhuma das ocasiões Jesus tenha realizado algum milagre ou cura especial embora as passagens recebam tamanho destaque neste evangelho. Jesus apenas oferece água viva.
Compare as ofertas feitas primeiramente à mulher e depois ao povo:
"Se tivesses conhecido o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe terias pedido e ele te haveria dado água viva” (João 4.10).
"Se alguém tem sede venha a mim e beba” (João 7.37).
Estas passagens não podiam mostrar com mais clareza que o Espírito Santo é dado gratuitamente a todo que pede (compare com Lucas 11.13; e Apocalipse 22.17).
Há também uma semelhança nas duas passagens no efeito descrito, de como a água viva opera na vida daquele que a recebe; pois ela se torna uma fonte abundante que jorra para a eternidade (João 4.14) e de rios que correm do interior da pessoa (João 7.38). Em outras palavras, aquele que a recebe não só irá se saciar desta água, como também se tornará um canal para que outras pessoas a recebam e se saciem.
Não resta a menor dúvida sobre quem Jesus estava falando em vistas da explicação dada pelo evangelista em 7.39: “isto Ele disse a respeito do Espírito que haviam de receber os que nele cressem”.
Se como vento o Espírito de Deus é o agente da regeneração, como água viva Ele irá saciar um tipo inexplicável de necessidade humana, digo, algo que não pode ser suprido a não ser com a presença direta de Deus em nossas vidas. Como disse Agostinho, bispo de Hipona, por volta do século quarto, “Tu nos criaste para ti mesmo e a nossa alma nunca encontrará descanso até que descanse em ti”.
O Espírito Santo convence o homem
Uma das tarefas do Espírito Santo é convencer o homem do seu estado miserável. É somente por meio da ação do Espírito em seu coração, que um homem pode compreender o quão pecador ele é, e o quanto se encontra condenado diante de Deus por causa disso.
Jesus disse que o Espírito tem a tríplice tarefa de convencer o mundo acerca “do pecado, da justiça, e do juízo” (João 16.8-11).
“Do pecado”, explicou Jesus, “porque não creem em mim”. O que exatamente Jesus queria dizer com “porque não creem em mim"? Há mais de uma forma de entender esta frase.
A primeira é esta: o pecado que condena o homem é a sua descrença em Jesus. Ainda estava viva na lembrança do Mestre a rejeição por parte do povo judeu, e a enormidade do pecado em que estavam incorrendo por causa disso. Neste caso, “não crer em Jesus” é o pecado dos pecados, porque fecha ao descrente a única porta possível pela qual ele poderia ser salvo.
A outra forma de entender é esta: o Espírito irá convencer o mundo do pecado porque Jesus não estará mais no mundo para fazer isso.
Não sei se Jesus estava fazendo algum tipo de jogo de palavras, mas as duas formas funcionam bem em conjunto. Sabemos que quando o Espírito Santo convence alguém acerca do pecado, também lhe convence acerca da necessidade de se crer em Jesus.
“Da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais”. Aqui novamente temos mais uma combinação de ideias. “Porque vou para o Pai” significa (1) que Jesus é a nossa justiça (1ª Coríntios 1.30); (2) e que o Espírito convence o mundo porque Jesus vai para o Pai. A ida ao Pai não foi apenas um retorno ao seu lugar de origem, mas a prova da consumação de sua obra expiatória sobre a cruz. Nossa justificação depende inteiramente disso.
“E do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado”. Na linguagem bíblica, “juízo” significa “castigo” ou “sentença”. Quando o Espírito Santo convence o homem acerca do pecado, também lhe mostra que o salário do pecado é a morte. Dizer que o príncipe deste mundo já está julgado é uma forma de dizer que o mundo está julgado. Mas também é uma forma de dizer que os que creem em Jesus não tem nada mais a ver com o príncipe deste mundo, que é satanás, e com sua condenação.
O Espírito Santo é o nosso guia
"Quando vier, porém, aquele, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade”. O Espírito Santo não apenas nos convence no momento em que cremos, como também permanece conosco depois disso, nos guiando. Ele atrai o pecador para a verdade, e depois disso o guia pela mesma verdade.
Se não fosse assim, seríamos facilmente levados a crer novamente na mentira na qual vivíamos antes de conhecê-lo.
Mas há algo mais aqui. Ser guiado pelo Espírito Santo significa depender dele em tudo. Se Ele nos guia, é porque Ele tem a direção das nossas vidas, e não mais seguimos os nossos próprios pensamentos e instintos.
Jesus explica que o Espírito “dirá o que tiver ouvido", isto é, Ele nos faz ouvir e compreender todas as coisas espirituais.
Os verbos que Jesus usa nesta passagem – “falará", “dirá", “anunciará” – são sinônimos, e todos apontam para o fato de que o Espirito fala conosco. Pode parecer óbvia a conclusão, mas se assim é, deveríamos estar mais atentos para ouvir sua voz.
A mensagem do Espírito Santo é acerca de Jesus: “Ele dará testemunho de mim” (João 15.26); “Ele me glorificará” (João 16.14). O Espírito Santo jamais dará testemunho acerca de Maria ou de qualquer outro santo, por mais importante que possa ter sido. Qualquer tipo de Cristianismo que não se baseie unicamente na crença em Jesus é falso.
Particularmente aprecio bastante esta palavra, “Ele me glorificará”. O fato é que quanto mais sintonizados estamos com o Espírito Santo, maior será o desejo de glorificar a Jesus em nossas vidas!
Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus,
esses são filhos de Deus

(Romanos 8.14).

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