1) NÃO PREPARAR ADEQUADAMENTE A LIÇÃO, OU PREPARÁ-LA DE ÚLTIMA HORA
Comecei por este tópico, porque ele irá influenciar bastante os demais.
Compare a tarefa de ministrar uma aula a uma refeição. Um prato pode ser simples ou bem elaborado, mas ele tem que ser feito antes de ser consumido, não é verdade?
Uma lição bíblica não pode ser preparada minutos antes de ser ministrada, a menos que você já domine muito, mas muito bem mesmo, o assunto.
Como um prato mais sofisticado requer mais tempo e mais ingredientes para o seu preparo, assim é a aula bíblica. Aliás, quanto mais rica e profunda for a lição, mais tempo e esforço será preciso para o professor estudar e meditar nela.
Lembre-se de que a aula começa antes do horário da escola; ela começa nas nossas casas.
O resultado de um mal preparo é uma aula fraca, vazia, superficial, na qual o professor "enche linguiça" para passar o tempo. Os alunos percebem claramente que a aula está ruim, e não se sentirão motivados para frequentar a Escola Bíblia.
SOLUÇÃO:
Reserve um tempo para preparar a lição. Ore sobre o assunto. Leia a lição que está na revista mais de uma vez, sublinhando os tópicos que lhe chamarem a atenção. Leia a Bíblia também. Procure conhecer o assunto além do que diz a lição da revista. Isto lhe dará mais segurança.
CHAVE: leitura da lição + leitura da Bíblia + oração são os ingredientes fundamentais no preparo da aula.
2) FUGIR DO ASSUNTO
Muitos professores fogem completamente do assunto da lição. A lição está falando de evangelismo mas ele irá falar de dízimos. É uma verdadeira lástima quando isso acontece. Fica patente aos olhos dos alunos que o professor é um despreparado.
O pior é que no domingo seguinte ele irá falar de dízimos novamente, só para cansar ainda mais os alunos.
SOLUÇÃO:
Em primeiro lugar prepare a lição, conforme comentamos anteriormente. Mas siga também o assunto e o plano de aula dado pela revista. Aliás, para que revista, se o professor irá ignorá-la?
Entenda que o assunto da lição está contido no Título, e, a partir daí, se divide em tópicos. Os tópicos nada mais são do o mesmo assunto aberto em detalhes e explicações adicionais.
Ministrar aula requer treino e prática, e isso leva algum tempo. Se você tem dificuldade neste assunto, treine um pouco na sua casa, com ou sem ouvintes (nem sempre a nossa família nos ajuda nisso).
CHAVE: disciplina e treino.
3) SE PRENDER A UM ÚNICO TÓPICO DA LIÇÃO
Quem se prende a um único tópico não está fugindo do tema, mas está fugindo da lição como um todo.
O maior número de queixas em Escolas Bíblicas vem com relação a este problema. As vezes o professor preparou corretamente a lição, mas não soube ministrá-la. Ficou no primeiro tópico e não saiu mais até o final da aula.
O professor que se prende a um único tópico está cansando os alunos. Ele é um chato, e não percebe. Entrou em uma rotatória e insiste em andar em círculos. Os que estão no carro não aguentam mais ver a mesma paisagem. Sentem que está passando por uma lavagem cerebral.
Tanto quando uma aula mal preparada, uma aula mal ministrada é pobre e cansativa.
SOLUÇÃO:
Siga o plano de aula da revista, e aprenda a administrar o tempo. Olhe para o relógio. Não tente exaurir um único tópico em uma aula, porque há mais coisas a serem ensinadas.
CHAVE: aprenda a administrar a aula.
Não há problema algum em ler a revista na aula. O problema existe quando o professor não sabe falar nada além do que está escrito na revista.
SOLUÇÃO:
CHAVE: aprenda a administrar a aula.
5) CONTAR EXPERIÊNCIAS
Há testemunhos edificantes, e sou totalmente a favor de que as aulas devem ser enriquecidas por meio de experiências e testemunhos. O problema reside quando o professor não tem nada mais a dizer além de suas experiências e testemunhos.
A aula fica pobre de Bíblia.
SOLUÇÃO:
Prepare a lição, conforme comentamos no primeiro ponto. Limite os casos de experiências. Entre mais na Bíblia.
CHAVE: preparo da lição, treino, disciplina e leitura da Bíblia.
6) ABORDAR OS ASSUNTOS DE FORMA SUPERFICIAL
A Bíblia é tão profunda quanto o oceano, e tão elevada quanto o céu. Só descobrimos isso quando dedicamos mais tempo em estuda-la, e em meditar sobre o que ela diz.
O quão profundo (ou quão superficial) somos quando ensinamos é um reflexo de nosso relacionamento com a Palavra, e com o seu Autor.
SOLUÇÃO:
Oração, leitura e meditação nas Escrituras.
CHAVE: idem.
7) IGNORAR A OPINIÃO DO ALUNO
Nem sempre o aluno entende o que falamos, e vice-versa. Leve em conta o que ele diz, e, se ele tiver alguma dificuldade, procure abordar de forma educada. Evite polêmicas.
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